Posted by Maria Dominguez-Mujica on 15 de Octubre 2008 a las 03:29 PM|Permalink
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Tal vez sea redundante esta pregunta, pero quiero que me quede bien claro
todo lo que platicamos hoy. Tenemos tres ___ (alguien les llamo "metodos"
pero no creo que sea el termino correcto): 1. el reformismo; 2. el
revolucionismo; y 3. el deconstructivismo. Diriamos que Levi-Strauss va con
el #1, el reformismo? Entonces Derrida va con el 2, el revolucionismo? Que
tal el "deconstructivismo"?
Como no se nada de la musica brasilena, alguien me puede dar otro ejemplo
de estos tres, tal vez en terminos linguisticos (si no, cualquier otro
ejemplo estaria bien)? Por ejemplo, como clasificariamos a Chomsky? Como
reformista o revolucionista? No creo que sea deconstructivista, pero quien
sabe...
Vanessa, creio que estas categorias (reformistas, revolucionista e desconstrucionistas) são tentativas didáticas de compreender as atitudes intelectuais, artísticas e intelectuais, mas é preciso ter muito cuidado para não reduzirmos a complexidade dessas atitudes a simplificações. Como você sabe, todo sentido é contextual e é preciso apreender as condições de produção dos gestos intelectuais para poder entender seus posicionamentos (ou mesmo seu movimento constante dentro das posições discursivas possíveis). Não sei se estou me fazendo entender! É que a questão é complexa mesmo.
Todas essas posições (reforma; revolução; desconstrução) são modos de dialogar com a tradição. No contexto politíco atual, seria mais ou menos como pensarmos em posições como Conservadores, Liberais, Radicais (independentes?). Não é possível entender uma posição sem compreender a história da tradição à qual tal posição se relaciona.
No caso da tradição musical brasileira, por exemplo (preciso me situar nas questões que compreendo melhor e você faz as adaptações para o seu próprio contexto) o gesto do Caetano Veloso dos anos 60 (especificamente o disco Tropicália de 1968) pode ser compreendido como um gesto Radical (desconstrutivo?) na medida em que ele se opõe a duas maneiras de fazer música brasileira na época: uma, mais nacionalista e de esquerda, considerava que a musica popular deveria ser um instrumento de educação política do povo e deveria educar a população sobre as suas condições sócio-econômicas (gesto revolucionista). A outra posição, considerada por estes últimos como alienada, achava que a música brasileira deveria imitar o que vinha de fora (o rock americano) sem nenhuma adaptação local, apenas fazendo uma espécie de "cover" das bandas inglesas e americanas (gesto reformista). O gesto de Caetano e da Tropicália é, na minha opinião um gesto desconstrucionista porque é um gesto auto-consciente de si e das outras duas posições, na medida em que, conscientemente, concilia o melhor das duas posições e demonstra que, na verdade, elas partem de uma fonte comum: a linguagem. Música, pra esta terceira posição, dever ser a construção de linguagem. Livre, inovadora, aberta a novas formas pertinentes de expressão. Consciente, na medida do possível do seu lugar de enunciação e dos seus modos de entender o mundo. Esse, para mim, parece ser um gesto muito generoso, do ponto de vista filosófico.
Ai que eu não paro mais!!! Falei demais E em português :-)
Se isso não fizer muito sentido, ou for totalmente irrelevante (e irreverente), considerem que é de manhã, ainda não estou cansado, e decidi jogar palavras ao vento!
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Tal vez sea redundante esta pregunta, pero quiero que me quede bien claro
todo lo que platicamos hoy. Tenemos tres ___ (alguien les llamo "metodos"
pero no creo que sea el termino correcto): 1. el reformismo; 2. el
revolucionismo; y 3. el deconstructivismo. Diriamos que Levi-Strauss va con
el #1, el reformismo? Entonces Derrida va con el 2, el revolucionismo? Que
tal el "deconstructivismo"?
Como no se nada de la musica brasilena, alguien me puede dar otro ejemplo
de estos tres, tal vez en terminos linguisticos (si no, cualquier otro
ejemplo estaria bien)? Por ejemplo, como clasificariamos a Chomsky? Como
reformista o revolucionista? No creo que sea deconstructivista, pero quien
sabe...
Posted by: Megan | 15 de Octubre 2008 a las 09:48 PM
Vanessa, creio que estas categorias (reformistas, revolucionista e desconstrucionistas) são tentativas didáticas de compreender as atitudes intelectuais, artísticas e intelectuais, mas é preciso ter muito cuidado para não reduzirmos a complexidade dessas atitudes a simplificações. Como você sabe, todo sentido é contextual e é preciso apreender as condições de produção dos gestos intelectuais para poder entender seus posicionamentos (ou mesmo seu movimento constante dentro das posições discursivas possíveis). Não sei se estou me fazendo entender! É que a questão é complexa mesmo.
Todas essas posições (reforma; revolução; desconstrução) são modos de dialogar com a tradição. No contexto politíco atual, seria mais ou menos como pensarmos em posições como Conservadores, Liberais, Radicais (independentes?). Não é possível entender uma posição sem compreender a história da tradição à qual tal posição se relaciona.
No caso da tradição musical brasileira, por exemplo (preciso me situar nas questões que compreendo melhor e você faz as adaptações para o seu próprio contexto) o gesto do Caetano Veloso dos anos 60 (especificamente o disco Tropicália de 1968) pode ser compreendido como um gesto Radical (desconstrutivo?) na medida em que ele se opõe a duas maneiras de fazer música brasileira na época: uma, mais nacionalista e de esquerda, considerava que a musica popular deveria ser um instrumento de educação política do povo e deveria educar a população sobre as suas condições sócio-econômicas (gesto revolucionista). A outra posição, considerada por estes últimos como alienada, achava que a música brasileira deveria imitar o que vinha de fora (o rock americano) sem nenhuma adaptação local, apenas fazendo uma espécie de "cover" das bandas inglesas e americanas (gesto reformista). O gesto de Caetano e da Tropicália é, na minha opinião um gesto desconstrucionista porque é um gesto auto-consciente de si e das outras duas posições, na medida em que, conscientemente, concilia o melhor das duas posições e demonstra que, na verdade, elas partem de uma fonte comum: a linguagem. Música, pra esta terceira posição, dever ser a construção de linguagem. Livre, inovadora, aberta a novas formas pertinentes de expressão. Consciente, na medida do possível do seu lugar de enunciação e dos seus modos de entender o mundo. Esse, para mim, parece ser um gesto muito generoso, do ponto de vista filosófico.
Ai que eu não paro mais!!! Falei demais E em português :-)
Se isso não fizer muito sentido, ou for totalmente irrelevante (e irreverente), considerem que é de manhã, ainda não estou cansado, e decidi jogar palavras ao vento!
Does this make any sense?
Posted by: Anonymous | 21 de Octubre 2008 a las 11:15 AM
Hola Marcus - soy Megan, no Vanessa, pero sí entendí lo que pusiste. Los ejemplos del politico actual son excelentes! Nos vemos el martes.
Posted by: Megan | 27 de Octubre 2008 a las 12:01 PM